Quando eu ficar véia, não vou pintar o cabelo de zarcão.

Não vou usar golas altas para esconder o pescoço pelancudo de sanfona.

Não vou usar roupas sóbrias, cores discretas, saltos baixos.

Não vou usar calçolas.

Não vou esconder as pelancas do adeus com mangas compridas.

Não vou!

Quando eu ficar véia, não vou ter nenhum senso de ridículo, que nem a Hebe!



 All About Eve às 19:50
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Uuuuuuuuuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!

Chlep. chlep, chlep.

Hmmmmm.



 All About Eve às 13:59
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Aaaaaaaaaaaaaaaaaatirei no pau no gato-to
Mas o gato-to
Não morreu-reu-reu
Dona Chica-ca
Dimirô-se-se
Do berrô
Do berrô que o gato deu


 All About Eve às 18:13
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Posts? Que posts?

Blog? Que blog?



 All About Eve às 15:52
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Chamou-me deveras a atenção o fato de que algumas almas penadas deste Mundo Podre dedicam considerável massa cinzenta à reflexão escatológica e aos problemas flato-sanitários. Sabia eu não ser a única no mundo dada à escatologia científica (o filho do Mário Prata, por exemplo, como me informa Debbie por e-mail, também desperdiça seu tempo com este nobre tema, como neste artigo), mas causou-me imenso prazer sináptico encontrar tantos desdobramentos nos comentários. Aparentemente o cocô tem, além do poder de tirar qualquer um do sério (em vários sentidos), a capacidade de levar a reflexões, indagações existenciais, uma viagem para o imo tendo como ponto de partida o que sai pelo cu.

(Eu já desconfiava de que aquele buraco horrendo servia para outras coisas além de despejar e receber objetos orgânicos e outros, dependendo das preferências de seu proprietário, inorgânicos.)

Passarei, então, a tecer alguns comentários a alguns comentários, levada que fui a ampliar minha compreensão de tema tão universal por estas almas intrépidas, dispostas a perder tempo e dinheiro lendo a bobajada que costumo escrever aqui.

(Mentira. Vou comentar os comentários por absoluta falta do que dizer.)

Debbie, a dileta leitora do e-mail informativo, preocupa-se com a instalação do dispositivo de coleta de peido no cu de seu marido, acreditando que ele poderá gostar de ter uma rolha em lugar tão insólito para sua natureza máscula, e me indaga o que fazer neste caso. Hmmm. Este é um problema enfrentado por inúmeras mulheres, como todos sabemos bem, além do problema, mencionado por ela, da marcação peidal de território, comum a tantos maridos. (Sim, marido marca território com peido. Há amplos estudos que o comprovam. Se você é casada, já deve ter ciência disso. As solteiras, se portadoras de narinas sensíveis, devem providenciar, caso se matrimoniem, um quarto separado só para elas. Não creiam que conseguirão modificar a natureza peidorrenta dos homens. Quixotismo. Como não podem espirrar xixi em tudo que é parede, dado o progresso da civilização humana e a crença de que devem se distinguir dos outros animais por sua suposta superioridade, eles espirram peido.) Debbie, não sei bem como aconselhá-la sem parecer rude. (Mas que cascata, Ólabauti. Hoje você está terrível.) Se seu marido gostar de ser arrolhado no rabo... Providencie uma rolha tamanho jumbo; só assim você se certificará de mantê-lo em casa, junto de sua rolha familiar, em vez de procurar por rolhas alheias.

A doida mais lúcida que encontrei neste podre mundo blog, Marie LaStrange, afirma que, independente das iguarias que você comer, o cocô será sempre o mesmo, "marrom, redondinho e fedido". Tenho de discordar. Nem todo cocô é marrom. Alguns são decididamente esverdeados. Outros pretos. Já produzi eu mesma um cocô multicor e multimorfo que, contra o fundo branco da latrina, resultou numa maravilha estética de matar Kandinski de inveja. E nem todos são redondinhos. Só os de roedores, e os de cabrito; se os seus, minha cara Marie, são redondinhos, atente para sua dieta, uma vez que isso revela carência de fibras celulósicas ou um consumo excessivo de banana. Algumas merdas humanas são oblongas, outras cilíndricas, outras começam fininhas e terminam grossas, entupindo na fase dois, e ainda outras começam grossas e terminam finas, encalhando na fase um do processo de eliminação. Algumas, em casos excepcionais, são fluidas. Outras saem como uma enorme tripa fininha, espiralando no fundo. Como vê, até o cocô tem suas idiossincrasias.

Bia Badaud me faz a gentileza de me lembrar da Evelyn, a serumana fotossintetizante que vive de luz (e até me mandou o link! Santa mãe do céu, o que o cocô não faz com as pessoas). Eu havia me esquecido completamente da mulher-acelga. Um erro crasso de minha parte. "Se não come, não caga", lembrou-me a Bia com muita propriedade. Com efeito, esta pode ser a solução definitiva para o problema da merda egoísta, desde que tenhamos a potência moral para resistir a uma boa musse de maracujá com calda de chocolate, a uma costeleta de porco defumada, a uma bela posta de bacalhau na brasa regada com azeite extravirgem acompanhada de couve-de-bruxelas e batatas ao murro, a um ravioli de gorgonzola, e vamos parar por aqui que só o que tenho para comer nesta casa é pão com pão. E também é necessário, para que viremos acelga como a dona Evelyn, um cascão de amianto no olho, porque encarar o sol por 10 minutos diariamente, pela manhã, não deve ser nada salutar para nossas retinas. Desconfio de que a mulher-acelga não come porque a essa altura já está cega e não consegue mais encontrar a comida em casa. Além de tudo, a mulher-acelga afirma só comer uns biscoitinhos em "situações sociais", o que me leva a acreditar que sua casa assemelha-se a uma Shell Select da vida, recebendo um fluxo interminável de visitas, 24 horas por dia, numa situação social perpétua. Quero ver a mulher-acelga trancada aqui em casa por pelo menos 2 meses sem comer nem um Presuntinho Piraquê, olhando por uma fresta na parede para o sol matutino que a alimenta tão bem. Só depois disso poderei rever a teoria da merda egoísta e tomar a mulher-acelga como minha sacerdotisa-mor. (Viu o corpim dela? Saradim, saradim.Vai me enganar que aquilo é tudo luz? Deve ser o nome da academia que ela freqüenta. "Pineal".)

A Mi, outra djoidja maravilhosa deste podre mundo blog, pergunta se boto nominho em cocô. O dela se chama "cajarana pras baitengas". Não boto não, Mi. Até hoje só consegui chamá-lo de cocô mesmo. Não tenho uma relação assim tão afetuosa com as merdas que faço. Mas pode ser uma boa idéia. Talvez ele, tratado assim com tanto carinho, possa me fazer a gentileza de descer diariamente, como manda o figurino, em vez de se agarrar às paredes intestinais e me obrigar a esforços às vezes violentos para me livrar de sua presença (da presença dele, não sua, minha cara Mi).

Last but not least, Teruska. Preocupa-se com a potência do vácuo de meu dispositivo de engarrafamento de pum. Tem medo de que a válvula emperre e sugue as tripas. Não se preocupe, caríssima. O vácuo em um frasco tão pequeno, na pior das hipóteses, arrancará apenas uns pentelhinhos. Quer dizer, além de todas as vantagens mencionadas por mim anteriormente, o sistema de coleta de peido poderá bem ser um ótimo depilador anal.

E basta. Até eu me canso de tanta merda. Tentarei mudar de assunto em minha próxima manifestação. Pelo menos por um tempinho, digamos... Dois posts?



 All About Eve às 18:25
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Décadas de cuidadosa observação (a minha), raciocínio privilegiado (o meu), conhecimento acadêmico e pesquisas profundíssimas (blá blá blá) levaram-me à elaboração do que meus insanos detratores julgam picaretice mas os iluminados, aqueles que vêem o mundo à luz olabautiviana, sabem tratar-se de uma verdade científica que ninguém, nem mesmo um gênio que reunisse os neurônios de Galileu, Descartes, Newton e Darwin numa só maçaroca cinzenta, conseguiria contestar: a teoria da merda egoísta.

Não me perderei aqui em irritantes detalhes técnicos e todos os cálculos necessários a minhas conclusões; limitar-me-ei a, GRATUITAMENTE (tá vendo, Marcos? Ao contrário de suas insinuações maldosas, eu não cobro! Sou uma mulher muito dada), transmitir às almas perdidas neste Mundo Podre um resumo sucinto, sinóptico e sumarizado desta revolucionária teoria, que fará com que o planeta veja a bosta com outros olhos que não o do cu.

O insight ocorreu-me certo dia quando, ao levantar-me do trono e inspecionar o cocô, o que sempre faço, na qualidade de especialista no assunto, tive a nítida impressão de que a merda ria de mim. Sim, ria, escarnecia de mim. Antes que começasse a ouvir vozes saídas do fundo da privada, puxei a descarga. E foi neste momento que veio a luz.

A maioria das pessoas apressa-se a se livrar da merda o quanto antes, às vezes sem sequer levantar a bunda da latrina, por julgar que, afastada a merda, estarão limpas. Parvoíce. Dentro de nossas tripas há quilos de merda em contínua formação, parte inclusive já pronta, a caminho do inexorável cu. Somos todos fábricas de merda. Comemos várias vezes ao dia, um dia após outro, semana após semana, anos sem fim até nosso passamento com o único propósito de fazer merda. Você faz seu cocô hoje, julga-se livre da bosta e lá vai seu estômago mandar ao cérebro a mensagem de que precisa de mais comida, você sente fome, a boca saliva, você come, e a máquina intestinal volta a produzir uma nova leva de bosta, a coisa é interminável. Basta esta informação, somada ao fato de que aproveitamos uma parcela mínima do que comemos para a manutenção do corpo, para concluir que comemos com o único propósito de cagar. Mas isso não é tudo.

Um estudo da composição do cocô revela uma semelhança impressionante com a suposta composição da sopa primordial, aquele caldo quente e fedorento em que nadavam inocentemente as primeiras moléculas orgânicas do planeta. Oligopeptídios, ácidos graxos de cadeia curta, ácidos nucléicos, hidrocarbonetos e compostos aromáticos, aminoácidos e sais minerais, num ambiente carregado de metano, amônia, gás sulfídrico, vapor d'água. Um belo dia... Shazam! Surgiram os unicelulares, ancestrais das bactérias que prontamente começaram a... cagar. Sim, as bactérias primevas também faziam cocô. Mas o cocô era ambicioso. Não queria ser um cocozinho molecular, submicroscópico, imperceptível. Afinal, tinha que dominar o mundo. As bactérias se uniram formando os primeiros pluricelulares. Os pluricelulares se reuniram de acordo com suas habilidades e formaram os primeiros organismos mais complexos, com tecidos especializados. O cocô estava começando a crescer. Já podia ser visível a olho nu. Os pluricelulares evoluíram para formas ainda mais complexas, surgiram peixes, depois anfíbios, répteis, aves, mamíferos... E cá estamos nós. Milhões de anos de evolução, depois de muita experimentação (vide a diversidade da fauna deste planeta), para que fosse produzida a fábrica de cocô perfeita. Nenhum animal do planeta, em seu estado natural e selvagem, conhece a gula; só o homem. Nenhum animal do planeta, portanto, caga mais do que o necessário. Nenhum animal do planeta tem ataques histéricos se o almoço não fica pronto no horário. Só o homem tem obsessão por comida, e para satisfazer o deus-cocô, aprimorou seu preparo, sofisticou o paladar, inventou maneiras as mais estapafúrdias para consumir de tudo (até minhocas, formigas, grilos e cães, como na China) com o único propósito, embora inconsciente, de fazer cocô.

Em suma, para não me estender mais em tema tão assustador: somos escravos da merda. De nada adianta perambular pela Índia em busca de um guru, ou fazer o Caminho de Santiago, ou jejuar como os santos. A resposta não está no mundo espiritual. O propósito da existência não é a evolução da alma, como pensam religiosos em geral. Viemos ao mundo com o único objetivo de perpetuar a merda, que, como um toque de ironia, guarda semelhança com a sopa primordial, como a nos lembrar de onde ela própria veio, antes mesmo que estivéssemos aqui, apontando sarcasticamente para nossa impotência diante de sua supremacia. Somos veículos para a merda egoísta.

Antes de dar descarga, olhe bem para seu cocô. Ele não parece rir da sua cara?



 All About Eve às 01:48
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Crizy torce para que passe minha fase marrom. (Vê só nos comentários aí embaixo.)

Hmmmm...

O que Crisy não entende é que vivemos fases e fezes. E isto aqui não é uma fase.

Quer dizer: Não sei quando vai passar!

HAHAHAHAHAHAHAHA!



 All About Eve às 20:45
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Como ser deveras pensante repleto de indagações metafísicas, parafísicas e intrafísicas, sempre me perguntei por que diabos os bebês são estimulados a arrotar, às vezes aos tapas -- já vi uma zelosa mãe desferir tabefes pavorosos nas costas de um coitado que se recusava a soltar seu flato ascendente, deixando o pimpolho com as costas roxas, o carimbo de cinco dedos como prova do inconteste amor materno -- por ser saudável em nenéns, e nós, adultos supostamente responsáveis e incitados a uma hipocondria histérica pelos porta-vozes da miliardária indústria da doença, a mídia, não podemos soltar nem um peidinho em paz, nem um arrotinho sem criar constrangimento imediato, embora saibamos todos que prender os gases pode ter conseqüências nefastas, como cólicas tremendas que ganham o peito e podem inclusive se confundir com angina, levando a vítima a um prontocor da vida para descobrir que não está morrendo do coração, tudo de que precisa é soltar um belo dum pum.

Em priscas eras, na Idade Média, por exemplo, arrotava-se e peidava-se à vontade, exceto na presença de nobres e clérigos, que tinham o privilégio de protagonizar verdadeiros espetáculos fláticos no maior alavontê. Com a disseminação impressa de caga-regras como Erasmo de Roterdã, que em edição de 1530 de seu De civilitate morum puerilium deita falação sobre o comportamento correto de peidadores, arrotadores, mijadores e cagadores, o tabu do cocô atravessou a fronteira e migrou para os flatos. Já não era mais possível peidar e arrotar em alto som e bom futum sem denunciar uma educação de ralé. Mas até Erasmo, sempre preocupado em agradar a nobreza, reconhece a insalubridade de reter os gases:

"Escute a velha máxima sobre o som do vento. Se ele puder ser solto sem ruído, isto será melhor. Mas é melhor ser solto com ruído do que contido." (O grifo é meu.)

"Há um ou dois versos no volume II dos epigramas de Nicharchos em que ele descreve a capacidade do peido retido de provocar doenças, mas uma vez que esses versos são citados por todo mundo, não vou comentá-los aqui."

Que pena que não li Nicharchos, e não conheço o todo mundo que citou seus versos.

Erasmo aproveita a deixa e ensina a peidar sem dar pinta:

"Tossir para ocultar o som explosivo: Aqueles que, porque estão embaraçados, não querem que o vento explosivo seja escutado, simulam um ataque de tosse. Siga a regra de uma quilíade: Substitua os peidos por acessos de tosse."

Erasmo se esquece de que tossir estimula ainda mais a libertação dos peidos, especialmente quando tais criaturinhas socialmente inconvenientes se reúnem em legiões após a deglutição de uma feijoada completa, como bem sabe todo bom feijoadófilo. O acesso de tosse pode bem se transformar em um infarto do miocárdio, tal o esforço feito para disfarçar tal quantidade de "vento explosivo".

Proponho eu, como mulher moderna, amante da liberdade absoluta e árdua defensora da dissolução de costumes arcaicos, além de criatura preocupada com a ecologia planetária e com a libertação dos povos oprimidos do jugo do Império, que aproveitemos a inevitável produção de metano intestinal e resolvamos definitivamente a crise mundial de energia. Imaginem o alívio de poder peidar sem pudor, sabendo que estaremos poupando as reservas de combustíveis fósseis e contribuindo para a reconstrução da camada de ozônio. Engarrafemos o peido! Já patenteei um dispositivo próprio para tal fim: ao cu de cada ser peidante do mundo, e isto inclui outros animais além do homem, especialmente rottweilers, que peidam como uns loucos, será adaptada uma rolha perfurada, de cujo orifício partirá um cateter que terminará numa válvula, cuja abertura se fará por pressão peidal e que ao ser aberta permitirá que os gases sejam sugados para um frasco cujo ar interno foi completamente retirado (isto é, um frasco de vácuo), que sugará os gases até o momento em que o peidador parar de peidar, ocasião em que a válvula se fechará e o vácuo não sugará mais nada. O frasco de vácuo se encaixará perfeitamente na bunda, tendo o formato das nádegas, com o efeito adicional de substituir o silicone que tantas desbundadas implantam na ré com a esperança de atrair uma câmera de televisão, um grupo de axé ou um dependente de Viagra com uma bela conta bancária, de preferência os três ao mesmo tempo. Pode-se pensar em frascos de vácuo com o formato de peitões, de sacões etc., contribuindo para o aumento da libido dos povos do mundo, um efeito colateral benéfico numa humanidade que evidentemente está regredindo do ponto de vista sexual, além de estar encolhendo a olhos vistos, mas isto é outro assunto que vou deixar para uma fase menos cocô de minha vida.

All About Eve também é ecologia.



 All About Eve às 21:29
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Uma pergunta que me fiz diariamente por um bom tempo foi: por que diabos o cocô passa tranqüilamente (às vezes nem tanto) pelo cu, que é um buraquinho, e encalha na privada, que tem um buracão? Entope. Não desce. E aí a pôia seguinte é obrigada a ficar ali, flanando naquele consomê de bosta, a gente dá descarga, a água sobe sobe sobe e a gente reza reza reza pra parar de subir senão transborda, a pôia flutua flutua flutua e não desce. Coisa nojenta nojenta nojenta.

Argumentaram comigo que o cu tem muita flexibilidade, coisas de esfíncteres musculares. Arreganha-se à passagem do toletão, fecha-se em seguida. E que uma latrina não tem esse poder esticatório. Tá certo; mesmo assim, não me convenci. Disposta a responder à questão que me torturava, aprofundei-me no estudo da latrinologia, sem a necessidade de pesquisas escatológicas, que de merda eu entendo.

O diâmetro máximo de meu cocô, até hoje, foi de uns 5 centímetros, calculados no olhômetro, naturalmente, que não sou mulher de ficar medindo cocô com fita métrica. A saída de uma latrina tem umas boas 3 polegadas de diâmetro em sua parte mais estreita (eles medem essas coisas em polegadas, herança inglesa), o que se traduz por 7,5 centímetros em linguagem de gente. Calcule, então. Dá pra passar, né? Teria que dar. Mas não dá.

Não dá porque a saída de uma latrina serpenteia. A merda é empurrada pela água saída acima, passando pelo que chamam de sifão, passa por um platô chamado barragem, gira sobre si mesma, desce por um S até que no rabo do S faz mais uma curva para o ralo definitivo, dando cabeçadas nas paredes e emporcalhando tudo, como mostra a ilustração:

 

Então, pergunta-se: por que diabos a merda tem que dar tanta volta, e por que não desce direto para o ralo? Uma resposta é que a latrina deve manter um certo nível de água, e isso só será possível se houver a "barragem" e o sifão, impedindo o restante da água de desaparecer da privada. Outros afirmam que a função de tanta curva é impedir o refluxo de gases encanamento acima, para que seu banheiro não fique permanentemente fedendo a cocô velho. Refuto.

Porque o banheiro vai ficar fedendo a sopa de cocô velho sempre que a merda encalhar, e a minha merda sempre encalha, então, para evitar que meu banheiro fique fedendo a sopa de cocô velho, sou obrigada a me valer de certos expedientes desobstrutícios pré-colombianos que abomino, como por exemplo o uso daquele desentupidor de cabo comprido tipo ventosa que a gente é obrigada a ficar bombeando privada adentro, não funciona, então tenho que apelar a um arame e ficar futucando pra ver se a merda desmancha, eu lá, All About Eve, a sumidade, a sensacional, a maravilhosa, a modesta, inclinada sobre a latrina fazendo inalação de bosta. Ridículo.

Proponho, então, já que não sou mulher de fazer uma crítica sem apresentar uma solução satisfatória, uma alteração no projeto da latrina. Eliminemos o S, as curvas, a complicação. O conteúdo da privada partirá diretamente para a rede de esgoto. Para manter um certo nível de água, próximo à saída da privada haverá uma tampa, um fundo, que permanecerá fechado sempre que a latrina não estiver em uso e, na parede interna da latrina, sensores que manterão a água no nível adequado. Uma vez que nos sentemos e caguemos, o fundo, sensível ao baque da bosta, abrir-se-á, permitindo que a merda desça diretamente, ao mesmo tempo em que jatos de água limpa multidirecionais empurrarão tudo para baixo e farão uma bela limpeza na bunda (meu projeto é muito higiênico), e para uma limpeza completa, bastará arreganhar bem o cu. Não precisaremos mais de bidê (odeio), ou aquelas duchas que nunca têm água quente, uma desgraça para quem mora nas montanhas e não tem boiler, forçados que somos a congelar o ânus a cada cagada se quisermos ficar limpinhos, e meu cu é SEMPRE muito limpinho. "Ah, mas a água da privada olabautiviana será quente?" Não, mané. A caixa de descarga estará distribuída pela borda da privada, tá entendendo? A simples presença da bunda garantirá o aquecimento da água. A água será impelida pela pressão exercida pelo peso da bunda, uma vez que a caixa de descarga na borda será flexível (ainda não decidi o material). Aqueles que têm bundão terão uma descarga com uma pressão extraordinária. Ao ser acionada, uma vez que ainda estaremos sentados, teremos a sensação de que a latrina está encolhendo. E o xixi? O xixi pode muito bem cair naquela piscininha e, ao acionarmos a descarga por um mecanismo adicional, lá vai ele ralo abaixo. Pronto. Problema resolvido.

E o piriri? Caganeira de diarréia pesa. E pesa o bastante para acionar a abertura da tampa do fundo.

All About Eve também é engenharia sanitária.



 All About Eve às 22:20
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Depois não digam que eu não avisei.

Como continuo oca e, apesar de ter acabado de me livrar da mulé que fica velha sem envelhecer, ainda vou levar um bom tempo para me purificar de tanta breguice, apelo ao método hindu. De limpeza, quero dizer.

Jejum? Não!

Ioga? Não!

Couve-flor com curry? Não!

Merda!

Sim, a purificadora merda. Crêem os hindus que um bom banho de bosta livra a aura de qualquer mazela. E tendo eu uma estranha obsessão em cocô, voltar-me-ei para a merda por falta de inspiração melhor para este Mundo Podre.

Estoquem papel higiênico, arrolhem os narizes e desentupam as latrinas.

A mulher-cocô está de volta. E por tempo indeterminado.

Quem quiser flores, vá passear em outro lugar. Eu tô com a merda.



 All About Eve às 18:30
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Vem muita merda por aí.



 All About Eve às 01:54
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Sobre idéia de La Guasa de jluis37



 All About Eve às 21:02
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Não é possível ter inspiração para porra nenhuma quando se está enfurnada no livro mais brega que já vi na vida, de uma mulher que fica velha sem envelhecer, horas e horas diárias, sendo obrigada a ler coisas como: "As wise women, we know how to use our resources!"

Sinto muitíssimo.

Estou oca.



 All About Eve às 18:43
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Fototeste

Olhem bem para esta foto e me digam se não há uma coisa muito estranha com esta mulher:

Acharam? Não? Olhem de novo.

Descobriram, né? Pois é.

A TIAZINHA NÃO TEM CU!

(Deve ser por isso que sai tanta merda quando ela abre a boca. Por algum buraco a merda tem que sair.)

Na hipótese mais provável de a Tiazinha ter cu, restam algumas conclusões inevitáveis:

  1. Ela tem uma pereba cabeluda no cu e teve que ser photoshopada;
  2. Ela tem uma cabeleira no cu e teve que ser photoshopada;
  3. Ela estava com o cu todo cagado e teve que ser photoshopada;
  4. Ela tem o cu do tamanho de uma panela e teve que ser photoshopada;
  5. Ela topa mostrar tudo, menos o cu.

Fico com a número 5. Cu é realmente uma medonhice horrorosa. Mas se eu fosse editora da Playboy (a foto é de lá), demitiria a anta que fez essa lambança de selar o cu da Tiazinha. Parece que tem uma membrana internadegal. Cu batraquiano.

Trabalhinho porco, sô!



 All About Eve às 00:55
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Você sabe que seu dia será muito esquisito quando interrompe o café da manhã para tirar sua gata da boca do rottweiler da vizinha.

A gata está bem. Fui alertada a tempo, e felizmente o rottweiler da vizinha é como todo rottweiler criado nas condições adequadas (carinho, boa alimentação, respeito e espaço): um cachorro calmo e obediente. No primeiro grito que dei, largou a gata. No segundo, recuou dois passos. No terceiro se mandou para casa, lépido, sem sequer olhar para trás. É um lorde, um cão maravilhoso, e não o culpo. É da natureza dele perseguir animais estranhos e menores. Também não é culpa da vizinha; a sem-vergonha da gata é que pulou a cerca e foi bater patinhas no jardim dos outros.

Agora tá jururu, entocada, e não bota nem um pêlo pra fora de casa.



 All About Eve às 13:16
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Ólabauti é uma jornalista baba-ovada, sensacional e modesta que anda com manias de cocô.



 

 

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